sexta-feira, 5 de junho de 2009

Motorista e cobradores fecham entrada do terminal

Ônibus entraram no terminal apenas por uma pista

Os motoristas e cobradores de ônibus fecharam duas vias de acesso ao Terminal Urbano, na manhã dessa sexta-feira, deixando apenas uma via a disposição dos ônibus, durante quase toda a manhã. Os trabalhadores restringiram o acesso dos ônibus reivindicando que, os empresários atendam as reivindicações trabalhistas da categoria.

Durante a maior parte da manhã, as vias de acesso ao terminal foram interditadas por ônibus parados na entrada. No entanto, as autoridades de trânsito conversaram com os representantes dos motoristas e cobradores, que retiraram os ônibus e, passaram a orientar os motoristas a utilizarem apenas a pista à direita do terminal.

A greve dos motoristas e cobradores já entra na segunda semana. Sendo que, na última quarta-feira, houve uma rodada de negociações sem acordo entre patrões e trabalhadores. A reunião contou, inclusive, com a participação do Ministério Público.

Segundo o diretor social do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Passageiros e Cargas do Acre (Sinttpac), Jão Figueiredo, o sindicol ofertou um reajuste de 6% por cento em forma de abono, no entanto os trabalhadores querem o reajuste na carteira e a assinatura da convenção coletiva, que estabelece uma série de direitos e deveres para os trabalhadores e empresários.“A assinatura desse acordo garante que os nossos direitos, conquistados por nós, sejam respeitados pelas empresas de ônibus”, explicou Figueiredo.

Sergio Pessoa, gerente administrativo do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do Acre (Sindicol), diz que os empresários não se recusam a assinar o acordo, no entanto querem discutir os pontos em juízo, e não diretamente com o sindicato. “Nós estamos querendo discutir algumas pautas em juízo, porque em momentos anteriores nós assinamos discutimos diretamente com o sindicato, assinamos, cumprimos a convenção, só que agora eles estão questionado isso em juízo e, estão ganhando”, declarou Pessoa.

Para Pessoa o maior entrave nas negociações é a assinatura do acordo coletivo, pois o reajuste, segundo ele, é uma questão que pode ser resolvida facilmente. “Acredito que a questão do reajuste de salário já esteja quase definida. É questão de definir se é em forma de abono ou não, isso é só sentar para conversar”, afirmou Pessoa.

População

Sem dúvida os mais afetados pelo impasse entre os empresários e os trabalhadores do transporte coletivo são os usuário. As pessoas estão aguardando durante horas a chegada de um ônibus. A revolta é visível.

Figueiredo diz que, o Sintipac entende o sofrimento da população, no entanto a paralisação é o único mecanismo que os trabalhadores possuem. “Nós, só conhecemos essa forma de conseguir nossos direitos. Se houver outro mecanismo, que alguém nos ensine”, falou.

“Eu acho isso uma injustiça, quem padece é a gente, o lado mais fraco. Quem tem dinheiro pega um táxi, e quem não tem sofre”, disse a dona de casa Francisca Carvalho que, apesar de está revoltada, entende as reivindicações dos motoristas e cobradores. “A culpa é do prefeito, que não toma de conta. A prefeitura pode resolver essa situação, eles são responsáveis pelo transporte”, disse a dona de casa.

O superintendente do Rbtrans, Ricardo Torres, acompanhou de perto a movimentação no Terminal Urbano. Ele dise que, a entidade está descontente com o impasse entre os sindicatos e, junto com a prefeitura, está buscando intermediar e resolver a situação. “A prefeitura, através do Rbtrans, está adotando as sanções administrativas, que vão das autuações dos carros parados, e descumprimento de viagens. E, espera que até o final do dia motoristas e cobradores, junto com os patrões, cheguem a um consenso e acabe por definitivo com essa greve”, afirmou Torres.

De acordo com o Sinttipac, o acesso dos ônibus ao terminal não será restringido pela parte da tarde de hoje, no entanto a greve dos motoritas e cobradores continua.

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