terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Conversa entre dois compadres na Floresta Digital


Dois compadres conversam na parada, enquanto o ônibus não chega. Um deles comenta:

-Rapaz esse governo é muito bom. Você viu aquele programa que ele lançou agora, o tal do Floresta Digital? Aquele que o governador disse que vai mudar o Acre?

E outro responde:

- Ouvi falar alguma coisa compadre.

E questiona:

Vai ser bom mesmo como tão falando?

Com firmeza, o compadre retruca:

- Vai. O homem disse que vai trazer modernidade ao Estado. Todo mundo vai puder acessar a internet de onde quiser.

E o compadre pergunta, demonstrando surpresa:

-È mesmo rapaz?

Ao que o amigo, entusiasmado, completa:

-È compadre, é coisa de primeiro mundo. Vai mudar a vida da gente.

O compadre meio confuso questiona novamente:

- Escuta compadre. Você tem computador?

Acanhado, ele responde:

- Tenho não. A gente tinha um mais foi roubado... Bem que minha filha quer um tal de notebook, mas estou desempregado e não tenho como comprar. A mulher tinha uma vendinha, mas o “rapa” passou e não deixou mais ela vender. Disseram que ela tinha que legalizar o negócio, mas as taxas são muito caras. A esperança é a menina que passou em um concurso, mas já vai fazer dois anos e ela ainda não foi chamada.

Sem mais nada a dizer, o amigo finaliza:

- Entendo.

E os dois, meio sem jeito, passam a falar do carnaval na Floresta Digital.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O Brasil não é Venezuela - por enquanto

Por Archibaldo Antunes*

Em política não existem coincidências. A fala de Lula na sexta-feira (5) reproduzida pelo jornal Folha de S. Paulo na edição de ontem é muito parecida com o que disse Jorge Viana em artigo publicado durante as comemorações de 30 anos do PT do Acre.

Vejamos um trecho da matéria da Folha:

“Ao inaugurar uma fábrica estatal de semicondutores ontem [sexta-feira] em Porto Alegre, o presidente Lula fez uma defesa enfática do papel do Estado na economia e de um governo "com bala na agulha" para atuar onde a iniciativa privada falhou.

‘Foi o fracasso do sistema financeiro internacional que fez ressurgir o Estado como o único capaz de salvar a economia da crise [de 2008]’, disse".

Agora vejamos um trecho do artigo do ex-governador Jorge Viana, no qual ele defende exatamente a mesma coisa:

"Recentemente, até os mercados mais refratários às intervenções de Estado fizeram um reconhecimento global à política, pedindo aos políticos solução para a crise mundial criada pelos próprios mercados".

Bem parecido, não é mesmo? Tão parecidos que dão a impressão de ter saído da mesma boca. E a conclusão é óbvia: essa gente por enquanto quer mais Estado na economia para mais tarde poder colocar toda a economia dentro do Estado, como fizeram os comunistas do Leste Europeu, o louco Fidel em Cuba e como tentam fazer Evo Imorales na Bolívia e Chávez na Venezuela.

A se concretizar esse projeto estatizante, chegará o dia em que eles entrarão porta adentro de nossas casas para ocupá-las em definitivo, como já fazem os vândalos do MST em muitas áreas produtivas do país.

*Artigo extraído do blog do Archibaldo

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Irregularidades na AME/AC: sócios decidem acionar a justiça


Reunidos em Assembléia Geral, na manhã dessa sexta-feira, no Clube dos Oficiais da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros, os membros da Associação dos Militares do Acre (AMEAC) aprovaram o relatório que aponta supostas irregularidades na gestão da entidade. Na ocasião, os militares decidiram encaminhar as denúncias à justiça, com o pedido de afastamento do presidente Natalício Braga.

Cerca de 150 militares compareceram ao local e os presentes decidiram pelo afastamento do presidente, mas como o Estatuto da associação prevê que para a tomada de decisões, o quorum mínimo deve ser de 1/3 dos associados - cerca de 7oo militares- a decisão não teve efeito imediato. No entanto, os militares formaram uma comissão, composta pelo sargento da reserva Antonio Rodrigues de Carvalho, o soldado do Corpo de Bombeiros Abraão Carlos Mota e a sargento da PM Maria das Candeias, que ficará responsável pela apresentação da denuncia ao judiciário.

Entenda o caso
– De acordo com o relatório, votado durante a assembléia, no período de três meses a Ame gastou em torno de R$ 9.200 mil de combustível, sendo que o presidente não apresentou as requisições, placas dos veículos e quem foram os beneficiados. Além disso, o documento demonstra que a associação gastou cerca de R$3.800 com gasolina, no entanto a caminhonete utilizada pela entidade funciona a diesel.

Foto:Gleyciano Rodrigues

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Governador cibernético

Por Archibaldo Antunes*
Sou um sujeito de idéias naturalmente antipáticas e não me esforço para agravar esse defeito. Mas às vezes as circunstâncias me impedem de resistir aos meus princípios. E é então que emerge em mim esse serzinho rugoso e ranzinza que, apoiado em sua bengala de pau-mulato, passa a imprecar contra toda e qualquer demagogice estatal.

Hoje esse velhinho mal-humorado, o meu Lunga particular, não suportou matéria do jornal Página 20 (aqui) e se pôs mais birrento do que nunca.

Diz o texto do diário que o governador Binho Marques, ao lançar o “floresta digital”, afirmou que o Acre nunca mais será o mesmo. Ai, meu saquinho! A cada iniciativa, por mais comezinha, essa gente vai logo falando em revolução e exemplo para o país e o mundo. São os "cavaleiros da triste figura", e também como Dom Quixote de La Mancha vivem de duelar com moinhos-de-vento pensando se tratar de gigantes.

É cansativo ouvir o mesmo discurso por doze anos seguidos. A iniciativa de oferecer internet grátis à população é importante, sim, mas não vai tirar o Acre do buraco, nem amenizar a criminalidade ou constranger a miséria que campeia na periferia.

Internet grátis é para quem já tem computador, e quem possui um já superou o estágio em que dezenas de milhares se encontram todos os dias, tendo de conviver com a lama nas canelas e a barriga vazia.

Isso deixa claro que o governo de Binho Marques é não apenas elitista como boçal. E querer temperar essa boçalidade com a falsa idéia do milagre repentino torna ainda mais irritante a pantomima.

Por que não tratar o “floresta digital” simplesmente como uma iniciativa governamental de caráter útil, ao invés de tentar vender a falsa idéia de que ela nos colocará no topo do mundo? Se não for por pura desfaçatez, será por excesso de má-fé.

Quero terminar fazendo uma referência ao Diário Oficial do dia 18 de janeiro deste ano, no qual o governador assinou decreto para abertura de crédito suplementar. Ali foram destinados à Secretaria de Estado de Habitação de Interesse Social (Sehab), o montante de 60.010 reais. Uma ninharia, se levarmos em conta o déficit habitacional do Estado.

No mesmo documento, o governador destinou à Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (SDCT) nada menos que meio milhão de reais.

É uma diferença e tanto para um Estado paupérrimo, cujos governantes são finórios o bastante para pretender uma integração ao Primeiro Mundo através de uma “ponte digital”.

Mas o problema dessa ponte é que ela não serve nem para abrigar da chuva os sem-teto que existem aos montes por aí.

*Archibaldo Antunes é jornalista e escreve para o blog Contraponto

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Militares apreciam em assembléia as denuncias de irregularidades na gestão da AME/AC

Braga é acusado de desvio de combustível da associação

Os membros da Associação dos Militares do Acre (AMEAC) participam nesta sexta-feira, às 9 horas, de uma Assembléia Geral para apreciar o relatório que aponta diversas irregularidades na gestão da entidade. A assembléia foi convocada pelo Conselho Deliberativo da associação e vai ocorrer no Clube dos Oficiais da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros, localizado nas proximidades do colégio Armando Nogueira.

O major Wherles Rocha, presidente do Conselho Deliberativo da Ameac, afirmou que na ocasião os associados irão apreciar o relatório e julgar o presidente Natalício Braga, acusado de desvio de combustível da associação. “O relatório, que comprova as irregularidades, havia desaparecido, mas o Conselho Deliberativo encontrou outra via e vai apresentar aos associados. Os sócios precisam saber onde está sendo aplicado o dinheiro deles”, explicou.

De acordo com o militar, a assembléia poderá cassar o mandato do presidente. “De acordo com o Estatuto, a Assembléia é soberana. O associado vai decidir o que quer: se condena ou se ele continua como presidente”, frisou. Ele esclareceu que, caso Braga seja cassado, assumirá a presidência da Ame o Vice-presidente, o sargento Luiz Gonzaga Ribeiro, no entanto, segundo ele, existe um clamor entre os policias por novas eleições, uma vez que também está sendo apurada uma denúncia de uso do cartão da entidade, por Ribeiro, em compras pessoais. “Nesse primeiro momento estaremos analisando apenas a questão que envolve o presidente, mas a tropa é quase unanime em pedir novas eleições”, disse.

Rocha destacou que, de acordo com o Estatuto da Associação, a assembléia precisa atingir o quorum mínimo de 1/3 dos sócios, o que corresponde a cerca de 700 militares, por isso disse que importante a presença de todos os militares que puderem ir ao local. “Convidamos todos os associados a comparecerem, para que ajudem a dá transparência as ações da Ameac”, finalizou.

Braga e Ribeiro estão viajando e não foram localizados para falar sobre o assunto. No entanto, em entrevistas anteriores, eles negaram as acusações.

Entenda o caso - As denuncias contra o presidente da Ameac foram apresentadas no mês de setembro de 2008. Na época, Braga pediu afastamento de 90 dias e retornou ao cargo após a renúncia do presidente do Conselho Deliberativo, responsável pelo encaminhamento das denuncias. Até a semana passada, o relatório com o parecer do Conselho Fiscal não havia sido apresentado aos responsáveis.

Na penúltima quinta-feira (28), o parecer foi apresentado pelo Conselho Deliberativo da entidade, em uma coletiva de imprensa e foi convocada a Assembléia Geral pra esta sexta-feira. O documento aponta que no período de três meses a Ame gastou em torno de R$ 9.200 mil de combustível, sendo que o presidente não apresentou as requisições, placas dos veículos e quem foram os beneficiados. Além disso, o relatório demonstra que a associação gastou cerca de R$3.800 com gasolina, no entanto a caminhonete utilizada pela entidade funciona a diesel.

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Mototaxistas protestam contra falta de fiscalização aos “pirangueiros”

Categoria exigiu ser recebida pelo prefeito Raimundo Angelim

Os mototaxistas permissionários, através do Sindicato dos Mototaxistas do Acre (Sindmoto), realizaram um ato público, na manhã de ontem, para exigir da prefeitura medidas mais rígidas na fiscalização contra os clandestinos, conhecidos como “pirangueiros”. Os trabalhadores se concentraram inicialmente no parque da maternidade e em seguida seguiram agrupados até a prefeitura, no Bosque, na tentativa de ouvir um posicionamento do próprio prefeito Raimundo Angelim.

Além da intensificação na fiscalização, a categoria também pedia a construção de abrigos nos pontos onde aguardam passageiros, prometidos pela prefeitura desde o ano de 2008 e a finalização do processo licitatória para a entrega de novas permissões. Os mototaxistas ameaçavam deixar a prefeitura somente após falarem com o prefeito, uma vez que, segundo eles, já participaram de várias reuniões com assessores e os compromissos firmados não estão sendo cumpridos.

Foto: Francisco Chagas

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Servidores ameaçados de demissão se mobilizam pela permanência no emprego

Ameaça de demissão causa tensão entre os servidores

Funcionários provisórios da saúde participaram de um ato público, na manhã desta quarta-feira, na tentativa de sensibilizar as autoridades para que tomem providencias a cerca da demissão, anunciada pelo Governo do Estado, de cerca de 700 trabalhadores que ocupam postos em diversas unidades de saúde da rede Estadual. A manifestação foi promovida pelo Sindicato dos Auxiliares, Técnicos de Enfermagem do Acre (Spate/AC) e aconteceu na Assembléia Legislativa do Acre (Aleac).

Os servidores pedem que o governo estenda o prazo para as demissões, programadas para ocorrerem até o mês de maio. A categoria alega que, a medida surpreendeu os profissionais, uma vez que o anuncio teria sido dado há apenas três meses antes da data limite para a exoneração dos trabalhadores.

Foto: Francisco Chagas

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